domingo, 25 de março de 2012

Sofro por ser intensa e as pessoas não tem a menor obrigação de me entender. Um dia eu to rindo pra caramba, emano felicidade à todos ao meu redor e no outro, querer me matar. Me matar mesmo. Já imaginou como seria a sua morte? Eu já. Muitas vezes. Não escolheria mortes dramáticas, isso não faria o menor sentido pra mim. Se é pra acabar com a dor que seja rápido mas ai eu fico pensando: E as pessoas que me amam? E as pessoas que, de algum forma, encontram em mim alguma inspiração? E as pessoas que eu conheceria? E as coisas que iria adorar fazer? E o pôr-do-sol de amanhã? E as estrelas que eu amo tanto ver? Eu não mereceria morrer por tão pouco e com tantas coisas lindas e insubstituíveis que podem acontecer. Dai eu falo pra mim mesma que, desistir nessa altura da vida é burrice afinal de contas, mais uma queda ou mais um não da vida só aumenta o charme da incógnita que é a vida. E se a dor vier novamente? Aí eu vou entrar no meu quarto e chorar, dar tapas no travesseiro, quebrar tudo e no fim, lavar a cara e agir como se nada tivesse acontecido.
Achar que nada vai dar certo faz parte ...
Mas o prazer de ver algo dando certo faz eu querer viver tanto que eu esqueço que eu já quis morrer.

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